Política: Protestos de rua contra cortes na Educação elevam desgaste do governo - PressFrom - Brasil

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13:16  16 maio  2019
13:16  16 maio  2019 Fonte:   estadao.com.br

Bolsonaro elogia Mourão e nega divergir dele sobre protestos no Brasil

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Desgastado por uma série de derrotas e obrigado a fazer concessões no Congresso Nacional, o governo do presidente Jair Bolsonaro foi alvo nesta quarta-feira, 15, dos primeiros grandes protestos de rua . Protestos contra cortes na Educação preocupam Planalto.

Publicações do país trouxeram os protestos de quarta-feira como principal destaque do dia. Foram registrados protestos em todos os estados e no Distrito Federal. Protestos de rua contra cortes na Educação elevam desgaste do governo - Política - Estadão.

Protestos de rua contra cortes na Educação elevam desgaste do governo© Foto: Nelson Almeida/AFP/Getty

Desgastado por uma série de derrotas e obrigado a fazer concessões no Congresso Nacional, o governo do presidente Jair Bolsonarofoi alvo nesta quarta-feira, 15, dos primeiros grandes protestos de rua. Manifestações registradas em cerca de 250 cidades do País contra bloqueio de recursos no orçamento da Educação ganharam um contorno mais amplo de críticas à atual gestão. Em viagem oficial nos Estados Unidos, Bolsonaro procurou desqualificar a mobilização classificando a “maioria” dos manifestantes como “idiotas úteis” e “imbecis, que estão sendo usados como massa de manobra”.

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Manifestantes participam de ato contra cortes na educação , na Candelária, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (15) Ao Blog do Camarotti, auxiliares do governo entendem que uma fala do ministro da Educação Ato contra cortes de verbas para a educação tem concentração na Rua da Aurora

“Gostaria que nada fosse contigenciado, em especial na educação . A educação também está deixando muito a desejar no Brasil. Em dia de protestos em todo o país, Mourão diz que governo falhou ao explicar cortes na Educação . Ao menos nove estados têm protestos contra cortes na

Os atos ocorreram no mesmo dia em que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, participou de uma audiência na Câmara dos Deputados. Ele foi convocado por parlamentares para explicar o contingenciamento na área. A sabatina, porém, expôs ainda mais o clima hostil que o governo enfrenta no Congresso.

O ministro provocou os deputados ao defender o uso de recursos recuperados de corrupção na área, afirmou ter a ficha limpa e não ter passagem pela polícia. Disse que tem carteirada assinada e questionou se os deputados sabem o que é isso. Weintraub foi alvo de vaias de parlamentares da oposição, que pediram em coro sua demissão.

Protestos contra cortes na Educação preocupam Planalto

Os protestos pelo País preocuparam o Palácio do Planalto. A avaliação foi a de que as passeatas, em princípio convocadas contra o ministro da Educação, se transformaram em atos de peso contra o governo. A portas fechadas, auxiliares de Bolsonaro disseram que o próprio presidente ajudou a inflamar os protestos ao atacar os manifestantes.

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Brasileiros, de pelo menos 65 cidades de 19 estados participam das manifestações. Os primeiros atos pela educação no governo de Jair Bolsonaro aconteceram

Segundo a Polícia Militar, cerca de 1.500 pessoas fazem parte do movimento, que protesta contra os bloqueios orçamentários na área da Educação feitos pelo governo do presidente da República, Jair Bolsonaro. Protestos de rua contra cortes na Educação elevam desgaste do governo .

À noite, em entrevista à GloboNews, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, avaliou como “natural” que a população brasileira tenha saído às ruas para protestar contra o contingenciamento de verbas à Educação, mas lamentou que alguns grupos tenham tentado “manipular” os movimentos levantando bandeiras político-partidárias. Ele destacou que o contingenciamento de verbas foi “generalizado”, e não atingiu somente o MEC.

Nos atos, diversas faixas usavam a palavra “balbúrdia” para protestar contra o governo. Os manifestantes faziam referência à entrevista dada pelo ministro ao Estado, no qual ele anunciou que universidades federais que promovessem “bagunça” ou “evento ridículo” teriam até 30% de seus recursos bloqueados.

Protestos de rua contra cortes na Educação elevam desgaste do governo© Dida Sampaio/Estadão Weintraub foi convocado por parlamentares

Os maiores eventos aconteceram na Avenida Paulista, em São Paulo, e na região central do Rio. Centrais sindicais deram suporte para as manifestações. Na tentativa de pegar carona nos atos, a CUT decretou “dia nacional de mobilização” em todos os seus sindicatos. A Força Sindical emprestou carros de som e fez pequenas paralisações em fábricas nos Estados para tratar do tema dos protestos.

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Manifestantes protestam contra corte de verba na educação em Belo Horizonte. Os alunos protestam contra o corte de 24,84% de verbas destinadas à educação anunciado pelo Governo federal. Pelo carro de som, organizadores disseram que 250 mil pessoas participaram de protestos .

> Protestos de rua contra cortes na Educação elevam desgaste do governo . A poucos passos dali, no cafezinho, um grupo de deputados assistia à TV e mostrava surpresa com as imagens das manifestações de rua , em vários pontos do País, contra os cortes na Educação .

O presidente da República em exercício, Hamilton Mourão, avaliou que houve “exploração política” das manifestações.

Na capital paulista, participantes carregavam bandeiras de movimentos estudantis, centrais sindicais e partidos de esquerda. Mas a grande maioria era formada por professores, estudantes e pais de alunos que foram à manifestação de forma espontânea.

Movimentos que atuaram de forma ativa nas manifestações pelo impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff não participaram dos protestos. Em suas redes sociais, o MBL, porém, fez criticas ao Executivo: “Governo se embananou todo com a história da balbúrdia, ficou uma semana em cima de uma narrativa falsa e esquerda soube aproveitar, mesmo que com distorção, a oportunidade pra fazer uma de suas maiores mobilizações de rua desde o começo do impeachment.”

Apoiadores de Bolsonaro se dividiram nas redes sociais em críticas ou apoio às manifestações. No Twitter, o músico Lobão disse que “vai vir das ruas e dos estudantes o início da revolta”. “Chamar estudante de idiota útil me lembra o Collor, meio fora da casinha. O presidente tem sido relapso com essa base”, completou.

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Educação acima de todos", diz um cartaz, parodiando o slogan da campanha eleitoral de Por que as pessoas foram às ruas ? Os atos acontecem após o MEC (Ministério da Educação ) anunciar Em Curitiba, os primeiros a chegarem ao protesto contra os cortes na educação foram freis franciscanos.

Atos em apoio ao governo do presidente Jair Bolsonaro foram realizados neste domingo (26) em 156 cidades de 26 estados, mais o Distrito Federal No mesmo horário da quarta-feira 15 de maio, quando foram realizados atos em defesa da educação , foram contabilizados protestos em 222

Já o youtuber Nando Moura fez vídeo para dizer que os governos petistas também cortaram verbas de educação. “Enquanto o PT fazia a maior putaria, estavam todos quietinhos. Agora inventam essa esparrela, quando as pautas são Lula Livre e Fora Bolsonaro”, afirmou. /RICARDO GALHARDO, BRUNO RIBEIRO, ISABELA PALHARES, VERA ROSA, JULIA LINDNER, RENATA AGOSTINI, RENATO ONOFRE, BRUNO CAPELAS e LETICIA FUCUCHIMA

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