Política Carlos Decotelli chega ao Planalto para oficializar demissão do MEC

21:17  30 junho  2020
21:17  30 junho  2020 Fonte:   estadao.com.br

Decotelli deve anunciar demissão do Ministério da Educação nesta terça

  Decotelli deve anunciar demissão do Ministério da Educação nesta terça Após FGV negar que Decotelli tenha sido professor da instituição, ministro foi pressionado a pedir a pedir demissão do MECApós mais essa polêmica, a pressão interna no governo federal foi que Decotelli pedisse demissão do comando do Ministério da Educação. A nomeação dele como terceiro ministro da pasta na gestão de Jair Bolsonaro ocorreu na última quinta-feira (25/6). Desde então, a Universidade Nacional de Rosário, na Argentina, desmentiu o título de doutorado e a Universidade Wuppertal, na Alemanha, negou que ele tivesse realizado pós-doutorado.

BRASÍLIA - Nomeado ministro da Educação na última quinta-feira, 25, Carlos Decotelli já está no Palácio do Planalto para pedir demissão do cargo na tarde desta terça-feira, 30. Segundo pessoas próximas, o professor redigiu uma carta pedindo a saída do governo após a sua formação acadêmica ter sido alvo de vários questionamentos.

A gota d’água foi a nota da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgada na noite de segunda-feira, informando que Decotelli não foi pesquisador ou professor da instituição. O presidente Jair Bolsonaro ficou irritado ao saber de mais uma incoêrencia no currículo do indicado, que já teve doutorado e pós-doutorado questionados por universidades estrangeiras e é acusado de plágio no mestrado. O governo então passou a pressioná-lo para que apresentasse uma carta de demissão.

Decotelli entrega carta de demissão e deixa o MEC sem tomar posse

  Decotelli entrega carta de demissão e deixa o MEC sem tomar posse Após a indicação ao Ministério da Educação, Decotelli teve diversos dados do currículo contestados por instituições de ensino. Reitor do ITA deve ser o substitutoDecotelli esteve no Palácio do Planalto, na tarde desta terça-feira (30/6), para entregar a carta de demissão do comando do Ministério da Educação (MEC). O presidente Bolsonaro aceitou a demissão, exatamente no mesmo dia em que havia sido agendada inicialmente a cerimônia de posse dele na pasta.

Segundo o Estadão apurou, Decotelli perdeu o apoio do grupo militar que o indicou ao governo. A nota da FGV dizia que Decotelli cursou mestrado na FGV, concluído em 2008. "Prof. Decotelli atuou apenas nos cursos de educação continuada, nos programas de formação de executivos e não como professor de qualquer das escolas da Fundação", completa o texto. A situação é comum na instituição em cursos com esse perfil, professores são chamados como pessoa jurídica e atuam apenas em cursos específicos. Isso quer dizer que ele não faz parte do corpo docente da instituição.

Entre os nomes que estão sendo indicados a Bolsonaro para substituir Decotelli está o de Marcus Vinícius Rodrigues, que foi presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC) na gestão de Ricardo Velez. Ele é engenheiro e ligado ao mesmo grupo militar de Decotelli. Rodrigues deixou o Inep depois de desentendimento com o grupo ligado a Olavo de Carvalho.

Carlos Bolsonaro publica indireta sobre Decotelli

  Carlos Bolsonaro publica indireta sobre Decotelli Carlos Bolsonaro publica indireta sobre DecotelliEx-presidente do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), Decotelli foi anunciado como substituto de Abraham Weintraub na 5ª feira (25.jun). A informação, inclusive, já consta no currículo dele, que apresenta inconsistências. Nele, apresentava mestrado em Gestão Empresarial e professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas), doutorado em Administração pela Universidade do Rosario, na Argentina, e pós-doutorado pela Universidade de Wüppertal, na Alemanha.

Também esteve com o presidente na semana passada o ex-pró reitor da FGV Antonio Freitas, indicado pelo mesmo grupo militar e pelo dono da Unisa, Antonio Veronezi, que tem exercido grande influência no governo. Ele é professor yitular de Engenharia de Produção da Universidade Federal Fluminense (UFF) e membro do Conselho Nacionla de Educação (CNE). Na profusão de nomes sendo indicados surgiu também o de Gilberto Gonçalves Garcia, que tem formação em filosofia e foi reitor de várias universidades privadas.

Outro nome indicado pelo grupo é do evangélico Benedito Guimarães Aguiar Neto, que foi reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie e hoje é presidente da Capes, no MEC. A preocupação dos militares e de educadores é que integrantes ligados a Olavo de Carvalho agora tenham argumentos para indicar um nome que prevaleça. O deputado Eduardo Bolsonaro teria sugerido Sérgio Sant'ana, ex-assessor especial de Abraham Weintraub e ligado a olavistas do governo. O nome de Ilona Becskehazy, que é a atual secretária de Educação Básica no MEC, também está sendo defendida por grupos considerados ideológicos.

Bolsonaro nomeia o economista Carlos Decotelli para ministro da Educação

  Bolsonaro nomeia o economista Carlos Decotelli para ministro da Educação Na quarta-feira, um pequeno avião caiu em Claremont, na Califórnia. O aeronave da Segunda Guerra Mundial aterrissou em um riacho seco próximo à pista de um aeroporto. O piloto foi resgatado pelos bombeiros e saiu andando do local do acidente.

Mais informações em instantes.

Escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro como novo ministro da Educação, o professor Carlos Alberto Decotelli, de 67 anos, é evangélico, oficial da reserva da Marinha e o primeiro negro a ocupar um cargo na Esplanada.  © Marcello Casal Jr/Agencia Brasil Escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro como novo ministro da Educação, o professor Carlos Alberto Decotelli, de 67 anos, é evangélico, oficial da reserva da Marinha e o primeiro negro a ocupar um cargo na Esplanada.

Decotelli diz que Bolsonaro quis mantê-lo e que foi vítima de ‘covardia’ da FGV .
Ex-ministro pediu para sair. 'Não vou deixá-lo sangrando'. Fundação negou elo com professor. Decotelli cita possível racismoEle embarcou nesta 4ª feira (1º.jul.2020) em 1 voo da Azul de Brasília a Campinas (SP). No aeroporto de Viracopos, onde fez conexão para Curitiba, onde mora, falou ao Poder360. Considera a nota da FGV “uma traição”. Disse desconhece o motivo. “Não sei se foi racismo, ou se tinham outro candidato a ministro”, disse.

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