PolíticaAmazônia: 10 momentos-chave da crise diplomática do Brasil

19:31  27 agosto  2019
19:31  27 agosto  2019 Fonte:   bbc.com

Ministro da Fazenda argentino renuncia; crise se agrava em país vizinho

Ministro da Fazenda argentino renuncia; crise se agrava em país vizinho Ministro da Fazenda argentino renuncia; crise se agrava em país vizinho

Muito antes de sabotar o Fundo Amazônia e de recusar ajuda internacional, o governo brasileiro tomou outras medidas que deixaram o patrimônio ambiental do pa Meteoro Brasil . Amazônia : 10 momentos chave da crise diplomática do Brasil de Bolsonaro https

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Amazônia: 10 momentos-chave da crise diplomática do Brasil© EPA

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (27) que o presidente francês, Emmanuel Macron, terá de "retirar os insultos" antes de o governo brasileiro avaliar a oferta de ajuda de US$ 22 milhões (cerca de R$ 91 milhões) do G7, o grupo de sete dos países mais ricos do mundo, para combater as queimadas na Amazônia.

Amazônia: 10 momentos-chave da crise diplomática do Brasil
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"Primeiramente, o senhor Macron deve retirar os insultos que fez à minha pessoa. Primeiro, me chamou de mentiroso. E depois, informações que eu tive, de que a nossa soberania está em aberto na Amazônia", disse. "Para conversar ou aceitar qualquer coisa com a França, que seja com as melhores intenções possíveis, ele vai ter que retirar essas palavras", disse o presidente brasileiro.

‘Recorde de queimadas reflete irresponsabilidade de Bolsonaro’, rebatem ONGs

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342 Amazônia . 45K likes. Environmental conservation organisation. Nos últimas 10 meses, os focos de incêndio superaram os que foram registrados em todo o ano passado.⁣ ⁣ Declarações recentes do ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, que usou a crise da Covid-19 a fim pressionar pela A Amazônia vive neste momento uma combinação de crises que reflete os erros históricos do modelo

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Nos últimos dias, o noticiário nacional e internacional foi tomado pelas queimadas na Amazônia e pela crise diplomática, com troca de fortes críticas principalmente entre os presidentes Bolsonaro e Macron.

Até o papa Francisco aderiu ao clamor público para proteger a floresta. "Todos nós estamos preocupados com os grandes incêndios que se desenvolveram na Amazônia. Vamos orar para que, com o empenho de todos, possam ser apagados em breve. Esse pulmão florestal é vital para o nosso planeta", afirmou o pontífice diante de milhares de fiéis, na praça São Pedro, no Vaticano.

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As 10 capitais brasileiras mais belas. É ver todas as fotos do vídeo e concordar com o ranking.

Antes de as queimadas na Amazônia dominarem o noticiário internacional, a política ambiental no Brasil já tinha sido alvo de críticas por não reforçar os esforços de combate ao aquecimento global e de preservação do planeta.

Símbolo dessa preocupação, a capa da revista britânica The Economist estampou a imagem de um toco de árvore com o formato do mapa do Brasil, e o seguinte título: "Vigília da morte para a Amazônia". O subtítulo da edição, na primeira semana de agosto, mencionava a ameaça do desmatamento descontrolado.

Desde o início de agosto, a preocupação vem tomando contornos de crise diplomática. Confira os principais momentos da escalada dessa crise:

1. Demissão no Inpe

O físico Ricardo Galvão foi exonerado do comando do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) no dia 2 de agosto, depois de um longo desgaste com Bolsonaro e com o ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente): o ministro chegou a anunciar que poderia contratar uma empresa privada para substituir o Inpe no monitoramento do desmatamento.

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A crise se tornou mais aguda em 19 de julho, quando Bolsonaro pôs em dúvida os dados do Instituto e disse que Galvão estaria "a serviço de alguma ONG". Em uma entrevista no dia seguinte, o diretor do Inpe defendeu as informações produzidas pelo instituto e classificou a atitude do presidente de "pusilânime e covarde".

O instituto é a principal ferramenta do governo brasileiro para estudos de sensoriamento remoto, que são usados, entre outras coisas, para medir o desmatamento na Amazônia e outros biomas.

3. Escuridão em São Paulo

Amazônia: 10 momentos-chave da crise diplomática do Brasil© Jorge Araujo/FotosPublicas Durante a tarde do dia 19 de agosto, o céu de São Paulo ficou escuro e amarelado devido a nuvens baixas e pesadas e aos efeitos de fumaça

Cidade mais populosa do país, São Paulo teve uma tarde atípica em 19 de agosto, quando o céu ficou escuro e amarelado, a ponto de parecer que era noite. Segundo meteorologistas, o fenômeno é explicado pela conjunção dos efeitos da fumaça proveniente de queimadas e de uma frente fria na região.

Enquanto o céu opaco é comum em cidades como Cuiabá, Manaus e Rio Branco, o episódio em São Paulo gerou mais debate em relação à política ambiental e às queimadas na Amazônia.

Preocupado com fogo, Guterres diz que “Amazônia tem que ser protegida"

Preocupado com fogo, Guterres diz que “Amazônia tem que ser protegida Grande incêndio florestal atinge floresta amazônica há pelo menos duas semanas; secretário-geral afirma que mundo “não pode se dar ao luxo de causar mais danos a uma grande fonte de oxigênio e biodiversidade.” Incêndios florestais ocorrem nos hemisférios Norte e Sul. Imagem: Peter Buschmann for Forest Service, Usda O secretário-geral da ONU disse esta quinta-feira que está “profundamente preocupado com o fogo na floresta amazônica.” Em sua conta

Опубликовано: 10 сент. 2018 г. Link para baixar o ebook gratuito COM RECEITAS DE SUCOS DETOX PARA PELE: http OK, para você que está neste processo, é comum que você experimente CRISES DE DERMATITE! Isso mesmo, é muito provável que piore antes de melhorar de vez.

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3. Aumento das queimadas

Dados do Inpe mostraram que o número de focos no Brasil este ano (do primeiro dia de janeiro a 19 de agosto), 72.843, já é 83% maior que no ano passado. Os maiores crescimentos de 2018 para 2019 foram registrados no Mato Grosso do Sul (+256%); Pará (+199%); Acre (+196%); e Rondônia (+190%).

Rondônia é o quinto estado no país que mais teve focos de incêndio neste ano: 5.533. Nos primeiros lugares, estão Mato Grosso (13.682); Pará (9.487); Amazonas (7.003); e Tocantins (5.751).

4. Bolsonaro acusa ONGs de estar por trás de queimadas na Amazônia

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, em 21 de agosto, que organizações não governamentais (ONGs) poderiam estar por trás de queimadas na região amazônica para "chamar atenção" contra o governo do Brasil. Ele não citou nomes de organizações e também não apresentou provas da alegação.

Bolsonaro disse que o governo tirou dinheiro de ONGs. "Dos repasses de fora, 40% ia para ONGs. Não tem mais. Acabamos também com o repasse de dinheiro público, de forma que esse pessoal está sentindo a falta do dinheiro."

Amazônia: 10 momentos-chave da crise diplomática do Brasil© AFP Macron disse que Bolsonaro mentiu ao dizer que atuaria contra o desmatamento, em encontro do G20 em junho, onde sentaram lado a lado

5. Macron: 'Nossa casa está pegando fogo'

O embate entre Bolsonaro e Macron começou na quinta-feira (22), quando o presidente francês defendeu em seu perfil no Twitter que as queimadas na Amazônia entrassem na pauta do G7.

Fogo avança na Amazônia apesar de mobilização de soldados e aviões

Fogo avança na Amazônia apesar de mobilização de soldados e aviões Ao menos mil novos focos de incêndio foram declarados nas últimas horas na Amazônia, enquanto os aviões do Exército Brasileiro atravessaram nesta segunda-feira as grandes áreas afetadas para tentar conter as chamas que mobilizaram a atenção dos líderes do G7 e mantiveram o mundo em suspense. O G7 concordou em repassar 20 milhões de dólares ao combate contra o fogo na Amazônia, a fim de somar mais aviões para controle do fogo. A cúpula também acertou apoiar um plano de reflorestamento de médio prazo que será anunciado na ONU em setembro, disse Macron e o presidente do Chile, Sebastián Piñera.

"Nossa casa está pegando fogo. Literalmente. A floresta amazônica – os pulmões que produzem 20% do oxigênio do nosso planeta – está em chamas. É uma crise internacional."

As queimadas suscitaram numerosos debates na rede social, e a hashtag #prayforamazonia (reze pela Amazônia) chegou ao topo das mais citadas no Twitter em todo o mundo durante a semana.

No mesmo dia, Bolsonaro escreveu no Twitter para lamentar que Macron: "busque instrumentalizar uma questão interna do Brasil e de outros países amazônicos p/ ganhos políticos pessoais. O tom sensacionalista com que se refere à Amazônia (apelando até p/ fotos falsas) não contribui em nada para a solução do problema".

6. Macron diz que Bolsonaro mentiu

Na sexta-feira (23), o tom das críticas internacionais subiu quando o presidente da França, Emmanuel Macron, acusou o presidente Jair Bolsonaro de mentir sobre compromissos ambientais assumidos durante o encontro do G20 em Osaka, no Japão. Por causa disso, o líder francês disse que se opõe ao acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul.

Antes disso, o presidente Macron já tinha usado o Twitter para declarar que a situação da Amazônia representa uma "crise internacional" e defender que o tema seja discutido durante a cúpula do G7, nos dias 24 e 25 de agosto em Biarritz, sudoeste francês. O tuíte foi endossado pelo primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau.

Bolsonaro, por sua vez, respondeu que os comentários de Macron têm "tom sensacionalista" e foram uma tentativa de obter "ganhos políticos pessoais".

A Amazônia é realmente o pulmão do mundo?

A Amazônia é realmente o pulmão do mundo? Afirmação equivocada é amplamente divulgada nas redes. Apesar de não ameaçar reserva de oxigênio do planeta, devastação da Floresta Amazônica pode ter consequências desastrosas para o clima global e a biodiversidade. © Imago Images/Agencia EFE/J. Alves Incêndio devasta a Amazônia na região de Porto Velho Um equívoco amplamente divulgado: "A Amazônia – o pulmão do planeta que produz 20% do nosso oxigênio – arde em chamas", escreveu o presidente francês, Emmanuel Macron, em sua conta no Twitter.

7. Boicote, panelaço e militares na Amazônia

Diversos países se manifestaram de maneira contundente sobre os incêndios. Alguns chegaram a defender boicotes à carne e aos produtos agrícolas brasileiros, enquanto países europeus disseram que as queimadas ameaçam ao acordo comercial firmado recentemente entre o Mercosul e a União Europeia.

Em um pronunciamento transmitido em rede nacional na última sexta-feira, Bolsonaro disse que "incêndios florestais existem em todo o mundo" e que isso "não pode servir de pretexto para possíveis sanções internacionais".

O pronunciamento foi recebido com panelaços em algumas cidades do país, a exemplo de São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Nessa ocasião, Bolsonaro mencionou a oferta do emprego das Forças Armadas aos estados que compõem a Amazônia Legal, por meio da GLO (Garantia da Lei e da Ordem), para combater os incêndios e disse que a proteção da floresta é dever do país. O decreto permite aos militares atuar em áreas de fronteira, terras indígenas, unidades de conservação ambiental e outras áreas da região.

8. Ofensa à esposa de Macron

Bolsonaro fez um comentário no Facebook impulsionando a visibilidade de um post sexista que insinua que o líder francês "persegue" o colega brasileiro por "inveja" de sua esposa, Michelle Bolsonaro, com fotos comparando as primeira-damas brasileira e francesa. "Não humilha cara. Kkkkkkk", escreveu o perfil de Bolsonaro no sábado (24).

Macron reagiu classificando o episódio de "triste, triste" e disse esperar que "os brasileiros tenham logo um presidente que se comporte à altura".

O círculo mais próximo a Bolsonaro reforçou as críticas a Macron. No Twitter, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, escreveu que o líder da França "é apenas um calhorda oportunista buscando apoio do lobby agrícola francês" e defendeu "ferro no cretino".

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Amazônia: 10 momentos-chave da crise diplomática do Brasil© AFP/Getty Images Cúpula do G7 anunciou oferta de US$ 22 milhões para a Amazônia

9. Oferta do G7

No domingo (25), a cúpula do G7 chegou a um acordo para ajudar a combater as queimadas na Floresta Amazônica. Os líderes do grupo – formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido – concordaram em liberar US$ 22 milhões (cerca de R$ 91 milhões) para a Amazônia.

O grupo também decidiu apoiar um plano de reflorestamento de médio prazo que será divulgado pela ONU em setembro, segundo um assessor presidencial.

10. Brasil aceita ou rejeita ajuda?

Depois de o governo dele ter dado informações de que o Brasil rejeitaria a oferta dos países do G7, Bolsonaro afirmou na manhã desta terça-feira (27) que Macron teria de "retirar insultos" antes de o Brasil considerar aceitar a ajuda para combater queimadas na Amazônia.

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