Política: Amazônia: 10 momentos-chave da crise diplomática do Brasil - PressFrom - Brasil

PolíticaAmazônia: 10 momentos-chave da crise diplomática do Brasil

19:31  27 agosto  2019
19:31  27 agosto  2019 Fonte:   bbc.com

Macron diz que incêndios na Amazônia são 'crise internacional'

Macron diz que incêndios na Amazônia são 'crise internacional' O presidente francês, Emmanuel Macron, disse nesta quinta-feira que os incêndios que atingem a Amazônia são uma "crise internacional" e convocou os membros do G7 a discutir "esta emergência" na cúpula de Biarritz, prevista para este final de semana. Membros do G7, vamos discutir esta emergência nos dois primeiros dias" da cúpula, tuitou o presidente. © Lauren Dauphin Imagem aérea da NASA mostra incêndios ativos nos estados de Rondônia, Amazonas, Pará e Mato Grosso em 13 de agosto. Macron acompanhou seu tuíte, escrito em francês e inglês, de uma foto tirada da Amazônia há 16 anos pelo fotógrafo americano Loren McIntyre, falecido em 2003.

Antes de as queimadas na Amazônia dominarem o noticiário internacional, a política ambiental no Brasil já tinha sido alvo de críticas por não reforçar os Desde o início de agosto, a preocupação vem tomando contornos de crise diplomática . Confira os principais momentos da escalada dessa crise

Antes de as queimadas na Amazônia dominarem o noticiário internacional, a política ambiental no Brasil já tinha sido alvo de críticas por não reforçar os Desde o início de agosto, a preocupação vem tomando contornos de crise diplomática . Confira os principais momentos da escalada dessa crise

Amazônia: 10 momentos-chave da crise diplomática do Brasil© EPA

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (27) que o presidente francês, Emmanuel Macron, terá de "retirar os insultos" antes de o governo brasileiro avaliar a oferta de ajuda de US$ 22 milhões (cerca de R$ 91 milhões) do G7, o grupo de sete dos países mais ricos do mundo, para combater as queimadas na Amazônia.

Amazônia: 10 momentos-chave da crise diplomática do Brasil
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"Primeiramente, o senhor Macron deve retirar os insultos que fez à minha pessoa. Primeiro, me chamou de mentiroso. E depois, informações que eu tive, de que a nossa soberania está em aberto na Amazônia", disse. "Para conversar ou aceitar qualquer coisa com a França, que seja com as melhores intenções possíveis, ele vai ter que retirar essas palavras", disse o presidente brasileiro.

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O tamanho da área queimada na Amazônia e no Pantanal, comparada com sua cidade A onda de incêndios já devastou mais de 20 mil hectares de vegetação, chegando inclusive à tríplice fronteira entre Brasil, Bolívia e Paraguai

Ludovico é D. Pedro I. Ele está disposto a declarar a independência do Brasil , mas na hora H sente dor de barriga.

Os ministérios do Brasil são órgãos do poder executivo federal brasileiro. Desde janeiro de 2019, são 22 pastas ministeriais, sendo 16 ministérios, duas secretarias e quatro órgãos equivalentes a ministérios.

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Nos últimos dias, o noticiário nacional e internacional foi tomado pelas queimadas na Amazônia e pela crise diplomática, com troca de fortes críticas principalmente entre os presidentes Bolsonaro e Macron.

Até o papa Francisco aderiu ao clamor público para proteger a floresta. "Todos nós estamos preocupados com os grandes incêndios que se desenvolveram na Amazônia. Vamos orar para que, com o empenho de todos, possam ser apagados em breve. Esse pulmão florestal é vital para o nosso planeta", afirmou o pontífice diante de milhares de fiéis, na praça São Pedro, no Vaticano.

Astronauta da ISS fotografa destruição pelo fogo na Amazônia

Astronauta da ISS fotografa destruição pelo fogo na Amazônia Foto do astronauta Luca Parmitano, a bordo da Estação Espacial Internacional, retrata a terra arrasada deixada pelos incêndios na Floresta Amazônica

Uma missão diplomática é o conjunto de diplomatas e de outros funcionários de carreira ou não, encarregados de representar um Estado soberano ou uma organização internacional junto a outro estado ou organização.

Em nenhum momento ele pareceu preocupado com as consequências de sua traição a um acordo com a Conmebol. Nunes chegou a citar o fato Sem uma explicação razoável a oferecer, coube aos bombeiros da crise tentar vender a ideia de que o presidente da CBF votou inexplicavelmente por

Antes de as queimadas na Amazônia dominarem o noticiário internacional, a política ambiental no Brasil já tinha sido alvo de críticas por não reforçar os esforços de combate ao aquecimento global e de preservação do planeta.

Símbolo dessa preocupação, a capa da revista britânica The Economist estampou a imagem de um toco de árvore com o formato do mapa do Brasil, e o seguinte título: "Vigília da morte para a Amazônia". O subtítulo da edição, na primeira semana de agosto, mencionava a ameaça do desmatamento descontrolado.

Desde o início de agosto, a preocupação vem tomando contornos de crise diplomática. Confira os principais momentos da escalada dessa crise:

1. Demissão no Inpe

O físico Ricardo Galvão foi exonerado do comando do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) no dia 2 de agosto, depois de um longo desgaste com Bolsonaro e com o ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente): o ministro chegou a anunciar que poderia contratar uma empresa privada para substituir o Inpe no monitoramento do desmatamento.

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Se você sofre da Síndrome do Pânico, reze comigo esta oração. Sou Católica, participo da Renovação Carismática Católica- Brasil e sou testemunha que quando rezamos a Jesus, Ele pode nos curar. Fui curada e hoje rezo por você que precisa desta graça!

Cantor relembra momentos de dificuldade que viveu por trás do palco.

A crise se tornou mais aguda em 19 de julho, quando Bolsonaro pôs em dúvida os dados do Instituto e disse que Galvão estaria "a serviço de alguma ONG". Em uma entrevista no dia seguinte, o diretor do Inpe defendeu as informações produzidas pelo instituto e classificou a atitude do presidente de "pusilânime e covarde".

O instituto é a principal ferramenta do governo brasileiro para estudos de sensoriamento remoto, que são usados, entre outras coisas, para medir o desmatamento na Amazônia e outros biomas.

3. Escuridão em São Paulo

Amazônia: 10 momentos-chave da crise diplomática do Brasil© Jorge Araujo/FotosPublicas Durante a tarde do dia 19 de agosto, o céu de São Paulo ficou escuro e amarelado devido a nuvens baixas e pesadas e aos efeitos de fumaça

Cidade mais populosa do país, São Paulo teve uma tarde atípica em 19 de agosto, quando o céu ficou escuro e amarelado, a ponto de parecer que era noite. Segundo meteorologistas, o fenômeno é explicado pela conjunção dos efeitos da fumaça proveniente de queimadas e de uma frente fria na região.

Enquanto o céu opaco é comum em cidades como Cuiabá, Manaus e Rio Branco, o episódio em São Paulo gerou mais debate em relação à política ambiental e às queimadas na Amazônia.

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Nacional da Amazônia . Nacional do Alto Solimões. O Brasil surfava na onda dos altos preços das commodities e o consequente crescimento gerou euforia. Consultor norte-americano Robert Abad diz que o Brasil foi um dos últimos a sentir os efeitos da crise econômica de 2008Divulgação.

Saiba mais sobre o período Joanino (1808-1821) e sobre o processo de independência do Brasil (1822).

3. Aumento das queimadas

Dados do Inpe mostraram que o número de focos no Brasil este ano (do primeiro dia de janeiro a 19 de agosto), 72.843, já é 83% maior que no ano passado. Os maiores crescimentos de 2018 para 2019 foram registrados no Mato Grosso do Sul (+256%); Pará (+199%); Acre (+196%); e Rondônia (+190%).

Rondônia é o quinto estado no país que mais teve focos de incêndio neste ano: 5.533. Nos primeiros lugares, estão Mato Grosso (13.682); Pará (9.487); Amazonas (7.003); e Tocantins (5.751).

4. Bolsonaro acusa ONGs de estar por trás de queimadas na Amazônia

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, em 21 de agosto, que organizações não governamentais (ONGs) poderiam estar por trás de queimadas na região amazônica para "chamar atenção" contra o governo do Brasil. Ele não citou nomes de organizações e também não apresentou provas da alegação.

Bolsonaro disse que o governo tirou dinheiro de ONGs. "Dos repasses de fora, 40% ia para ONGs. Não tem mais. Acabamos também com o repasse de dinheiro público, de forma que esse pessoal está sentindo a falta do dinheiro."

Amazônia: 10 momentos-chave da crise diplomática do Brasil© AFP Macron disse que Bolsonaro mentiu ao dizer que atuaria contra o desmatamento, em encontro do G20 em junho, onde sentaram lado a lado

5. Macron: 'Nossa casa está pegando fogo'

O embate entre Bolsonaro e Macron começou na quinta-feira (22), quando o presidente francês defendeu em seu perfil no Twitter que as queimadas na Amazônia entrassem na pauta do G7.

Bolsonaro irá recém-operado à ONU defender posição sobre Amazônia

Bolsonaro irá recém-operado à ONU defender posição sobre Amazônia O presidente Jair Bolsonaro, que passará por uma nova cirurgia no domingo que vem, anunciou nesta segunda-feira que comparecerá à Assembleia Geral da ONU para defender a posição do Brasil sobre a Amazônia, "nem que seja de cadeira de rodas". "Eu vou comparecer à ONU nem que seja de cadeira de rodas, de maca, vou comparecer. Porque eu quero falar sobre a Amazônia", disse Bolsonaro O presidente Jair Bolsonaro, que passará por uma nova cirurgia no domingo que vem, anunciou nesta segunda-feira que comparecerá à Assembleia Geral da ONU para defender a posição do Brasil sobre a Amazônia, "nem que seja de cadeira de rodas".

Os municípios da Amazônia estão entre os de menor Índice de Desenvolvimento Humano e Índice de Progresso Social do país. A educação ambiental é considerada um fator- chave para assegurar um futuro sustentável, dada quanto mais cedo, melhor.

E foi justamente durante o governo Kirchner que a Argentina entrou numa espiral de gasto excessivo e endividamento que acabaram gerando uma profunda crise econômica e inflação – e ainda calotes da dívida. Justamente por isso a chapa é vista com maus olhos pelos investidores. E o reflexo disso foi

"Nossa casa está pegando fogo. Literalmente. A floresta amazônica – os pulmões que produzem 20% do oxigênio do nosso planeta – está em chamas. É uma crise internacional."

As queimadas suscitaram numerosos debates na rede social, e a hashtag #prayforamazonia (reze pela Amazônia) chegou ao topo das mais citadas no Twitter em todo o mundo durante a semana.

No mesmo dia, Bolsonaro escreveu no Twitter para lamentar que Macron: "busque instrumentalizar uma questão interna do Brasil e de outros países amazônicos p/ ganhos políticos pessoais. O tom sensacionalista com que se refere à Amazônia (apelando até p/ fotos falsas) não contribui em nada para a solução do problema".

6. Macron diz que Bolsonaro mentiu

Na sexta-feira (23), o tom das críticas internacionais subiu quando o presidente da França, Emmanuel Macron, acusou o presidente Jair Bolsonaro de mentir sobre compromissos ambientais assumidos durante o encontro do G20 em Osaka, no Japão. Por causa disso, o líder francês disse que se opõe ao acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul.

Antes disso, o presidente Macron já tinha usado o Twitter para declarar que a situação da Amazônia representa uma "crise internacional" e defender que o tema seja discutido durante a cúpula do G7, nos dias 24 e 25 de agosto em Biarritz, sudoeste francês. O tuíte foi endossado pelo primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau.

Bolsonaro, por sua vez, respondeu que os comentários de Macron têm "tom sensacionalista" e foram uma tentativa de obter "ganhos políticos pessoais".

7. Boicote, panelaço e militares na Amazônia

Diversos países se manifestaram de maneira contundente sobre os incêndios. Alguns chegaram a defender boicotes à carne e aos produtos agrícolas brasileiros, enquanto países europeus disseram que as queimadas ameaçam ao acordo comercial firmado recentemente entre o Mercosul e a União Europeia.

Em um pronunciamento transmitido em rede nacional na última sexta-feira, Bolsonaro disse que "incêndios florestais existem em todo o mundo" e que isso "não pode servir de pretexto para possíveis sanções internacionais".

O pronunciamento foi recebido com panelaços em algumas cidades do país, a exemplo de São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Nessa ocasião, Bolsonaro mencionou a oferta do emprego das Forças Armadas aos estados que compõem a Amazônia Legal, por meio da GLO (Garantia da Lei e da Ordem), para combater os incêndios e disse que a proteção da floresta é dever do país. O decreto permite aos militares atuar em áreas de fronteira, terras indígenas, unidades de conservação ambiental e outras áreas da região.

8. Ofensa à esposa de Macron

Bolsonaro fez um comentário no Facebook impulsionando a visibilidade de um post sexista que insinua que o líder francês "persegue" o colega brasileiro por "inveja" de sua esposa, Michelle Bolsonaro, com fotos comparando as primeira-damas brasileira e francesa. "Não humilha cara. Kkkkkkk", escreveu o perfil de Bolsonaro no sábado (24).

Macron reagiu classificando o episódio de "triste, triste" e disse esperar que "os brasileiros tenham logo um presidente que se comporte à altura".

O círculo mais próximo a Bolsonaro reforçou as críticas a Macron. No Twitter, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, escreveu que o líder da França "é apenas um calhorda oportunista buscando apoio do lobby agrícola francês" e defendeu "ferro no cretino".

Amazônia: 10 momentos-chave da crise diplomática do Brasil© AFP/Getty Images Cúpula do G7 anunciou oferta de US$ 22 milhões para a Amazônia

9. Oferta do G7

No domingo (25), a cúpula do G7 chegou a um acordo para ajudar a combater as queimadas na Floresta Amazônica. Os líderes do grupo – formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido – concordaram em liberar US$ 22 milhões (cerca de R$ 91 milhões) para a Amazônia.

O grupo também decidiu apoiar um plano de reflorestamento de médio prazo que será divulgado pela ONU em setembro, segundo um assessor presidencial.

10. Brasil aceita ou rejeita ajuda?

Depois de o governo dele ter dado informações de que o Brasil rejeitaria a oferta dos países do G7, Bolsonaro afirmou na manhã desta terça-feira (27) que Macron teria de "retirar insultos" antes de o Brasil considerar aceitar a ajuda para combater queimadas na Amazônia.

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