Política Bolsonaro e aliados avaliam os efeitos de eventual saída do PSL

15:05  11 novembro  2019
15:05  11 novembro  2019 Fonte:   correiobraziliense.com.br

Partido que Bolsonaro vai criar já tem nome

  Partido que Bolsonaro vai criar já tem nome O primeiro episódio da série “Pelo Mar” mostra um pouco da minha ligação com o mar e também as ações que aprendi com meu patrocinador principal, a Oceano Surf Wear, uma empresa em que tenho orgulho em fazer parte. Através do projeto “Keep the Ocean Blue” fizemos diversas palestras as crianças durante o ano todo no sul do Brasil, além disso o projeto também já passou por Fiji, Indonésia, El Salvador, Peru e outros lugares, sempre passando a mensagem de conscientização ambiental para as pessoas. Participação: Sabrina Eggert (Oceano Surf Wear) Imagens: Lucas Mohr Edição: Lucas Mohr Direção: Petterson Thomaz #pelomar #keeptheoceanblue #oceanosemplastico #surf #recicle

Bolsonaro e aliados avaliam os efeitos da desfiliação e a criação de uma legenda. Entre os entraves, estão a falta de recursos do fundo partidário, a coleta de assinaturas necessárias e a articulação no Congresso.

O presidente Jair Bolsonaro decidiu sair do PSL após semanas de embate dentro do partido. Desde meados de outubro, o PSL , atual partido de Bolsonaro , está dividido entre seus mais fiéis aliados e uma ala dissidente, que Outros congressistas do partido devem fazer o mesmo, avalia .

Bolsonaro conversa com militantes na porta do Alvorada, no sábado: presidente discute amanhã com a cúpula governista o novo partido© Antonio Cruz/Agência Brasil Bolsonaro conversa com militantes na porta do Alvorada, no sábado: presidente discute amanhã com a cúpula governista o novo partido

O presidente Jair Bolsonaro pode anunciar ao fim desta semana o desembarque do PSL e as tratativas para a criação de um partido. O comunicado ainda vem sendo alinhado com os conselheiros mais próximos, a fim de evitar os holofotes para um assunto eleitoral em momento em que o governo inicia as discussões no Congresso da agenda reformista pós-Previdência. Articuladores governistas descartam a possibilidade de o anúncio da nova legenda contaminar o pacote econômico e sustentam que não há nada definido ainda sobre o tema. Mas, no Legislativo, a leitura é de que o processo de homologação da sigla a ser criada, além de moroso, vai exigir mais desafios de interlocução ao Palácio do Planalto.

Por ordem de Eduardo, deputado do PSL é ‘desconvidado’ de reunião com Bolsonaro

  Por ordem de Eduardo, deputado do PSL é ‘desconvidado’ de reunião com Bolsonaro Por ordem de Eduardo, deputado do PSL é ‘desconvidado’ de reunião com BolsonaroNa manhã desta terça-feira, 12, horas antes da reunião no Planalto, Tadeu foi informado sobre o "cancelamento do convite" para ir ao Planalto. Segundo o e-mail enviado pelo gabinete da deputada Bia Kicis (PSL-DF), o recuo foi uma "determinação do ‘presidente do PSL na Câmara’, o deputado Eduardo Bolsonaro".

O presidente Jair Bolsonaro anunciou hoje a saída dele do PSL e confirmou a ida ao partido Aliança pelo Brasil, ainda a ser criado, segundo parlamentares do PSL após reunião no Palácio do Planalto. A reunião serviu para oficializar a decisão de sair do PSL aos aliados e discutir os meios da criação

Jair Bolsonaro convidou para a reunião no Palácio do Planalto apenas os deputados do PSL que demonstraram apoio na luta pelo comando do partido. Ele anunciou a decisão de sair do PSL e a criação de uma nova sigla, que vai se chamar “Aliança Pelo Brasil”. A expectativa dos aliados é de

Uma conversa entre Bolsonaro e a cúpula governista está programada para amanhã, onde é possível que a pauta sobre o novo partido seja debatida. “Terça-feira acho que ele vai ambientar a gente, mas ainda não é nada certo”, afirma um interlocutor. No mesmo dia, há a possibilidade de o Planalto encaminhar à Câmara a proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma administrativa, que vai apresentar novas regras para o funcionalismo, entre elas, o fim da estabilidade a futuros servidores públicos, preservando, assim, o direito adquirido dos atuais. “A reforma administrativa, a princípio, (sai) terça-feira que vem”, declarou o presidente na última quinta-feira.

A data, entretanto, ainda não é certa. Ao Correio, o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), explica que a equipe da articulação política aguarda uma explicação maior e mais detalhada da equipe econômica. “Nos moldes do que foi feito na semana passada, em relação ao pacote das três PECs apresentadas (pacto federativo e ajuste fiscal). A princípio, (sai) na semana que vem, mas precisa de algum briefing no meio do caminho para explicar melhor”, detalha. A criação do partido, entretanto, ainda é um tema de desconhecimento do parlamentar. “Estamos aguardando. Por ora, não tem nenhuma informação.”

‘Brasil já tem partidos em demasia’, diz Marco Aurélio sobre planos de Bolsonaro

  ‘Brasil já tem partidos em demasia’, diz Marco Aurélio sobre planos de Bolsonaro ‘Brasil já tem partidos em demasia’, diz Marco Aurélio sobre planos de Bolsonaro“Resta saber se vai haver aprovação. Eu, quando estive na atuação no TSE, na aprovação dos últimos partidos, eu votei pela desaprovação. Eu creio que o Brasil já tem partidos em demasia. Ao invés de se buscar a correção do fundo, se busca a correção da forma, da vitrine”, criticou Marco Aurélio a jornalistas, antes de participar da sessão da Primeira Turma do STF nesta tarde.

Presidente não pode deixar a legenda neste momento sob pena de perder o mandato.

O PSL aguarda há semanas a saída espontânea da família Bolsonaro do partido para dar prosseguimento a Tem repetido que a bancada, mesmo com a eventual saída de Jair Bolsonaro , seguirá como “sempre Por isso, o DEM suspendeu as conversas de fusão durante o auge da briga PSL e Bolsonaro . Deputados avaliam saída do PSL . Comando do PSL reage e decidi punir infiéis.

O dilema de Bolsonaro em anunciar o novo partido no atual momento de discussão do “day-after” da reforma da Previdência não é o único fator em análise. O presidente sabe que o processo é moroso e burocrático. Para a criação de uma legenda, ele precisará do apoio de eleitores não filiados a partidos políticos que correspondam a pelo menos 0,5% dos votos recebidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados. São 492.015 assinaturas. Os votos ainda deverão estar distribuídos por, ao menos, um terço dos estados, ou seja, nove, com o mínimo de 0,1% do eleitorado que tenha votado em cada um deles.

A fim de driblar os obstáculos, interlocutores do presidente de fora do governo trabalham para a criação de um sistema virtual que possibilitará a coleta de assinaturas. Sem fundo partidário, a ideia é arrecadar recursos com a venda de souvenirs e camisetas da futura legenda. O recolhimento das rubricas é um passo possível de ser alcançado, mas o problema maior reside no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pondera o especialista em direito eleitoral Ademar Costa, sócio do MJ Alves e Burle Advogados. “A partir das certidões, vai subindo com elas em um processo de estrutura de criação piramidal até chegar ao TSE. Mas a situação que lá temos, hoje, é de falta de boa vontade para a criação de legendas. Há várias que estão ali paradas, inclusive o Partido Militar Brasileiro, do deputado federal Capitão Augusto, que não conseguem se articular e dar encaminhamento”, justifica.

Novo partido se apresenta como ‘sonho de pessoas leais a Bolsonaro’

  Novo partido se apresenta como ‘sonho de pessoas leais a Bolsonaro’ Novo partido se apresenta como ‘sonho de pessoas leais a Bolsonaro’"Aliança é união e é força. E a Aliança pelo Brasil é o caminho que escolhemos e queremos para o futuro e para o resgate de um país massacrado pela corrupção e pela degradação moral contra as boas práticas e os bons costumes", diz o manifesto.

O presidente Jair Bolsonaro pode estar de saída do PSL . Ciro Gomes e suas chances de ser presidente - Продолжительность: 13:25 Professor Leonardo 1 929 просмотров.

A reunião para oficializar a decisão de sair do PSL aos aliados e discutir os meios da criação da nova sigla foi em 12 de Como exemplo, citou eventual falta de transparência e de boa gestão de recursos públicos No entanto, avaliou que "nem tudo depende de nós". O estatuto e a forma da coleta das

Ainda que o TSE homologue, é inimaginável que o futuro partido de Bolsonaro esteja apto a disputar as eleições municipais, em 2020. “Estamos falando de um processo que dura, no mínimo, um ano. Não tem a anualidade, ainda que o caso de filiação tenha se reduzido para seis meses, não dá. Tem que fazer prévias, organizar tudo isso, então, não acredito que tenhamos um bolsonarismo nos municípios para o próximo ano”, pondera Ademar. No Congresso, a leitura é a mesma. Com a diferença e ressalva de que Bolsonaro se predispõe a apresentar o novo partido no atual ambiente de reformas.

Desafios

O líder do PL na Câmara, Wellington Roberto (PB), diz que a criação de um partido demanda tempo e ainda seria preciso aguardar a tramitação processual. Embora assegure que os deputados terão responsabilidade no trato com as pautas econômicas, ele alerta que a discussão das matérias — que devem ter as votações concluídas em 2020 —, concomitantemente com as discussões da futura legenda, vão impor desafios. “Como vai fazer isso em ano eleitoral? Estamos falando das dificuldades de relacionamento da base que o governo não tem. Não só em relação a cargos, que ainda tem um universo regional deles para compartilhar, mas, também, a transparência. Temos um relacionamento temporário interpretado pelo próprio governo, que se afunilou para uma nova política, que não sei o que é isso”, critica.

Grupo ameaçado de expulsão do PSL sofre ‘desarrazoada perseguição’, diz defesa

  Grupo ameaçado de expulsão do PSL sofre ‘desarrazoada perseguição’, diz defesa Grupo ameaçado de expulsão do PSL sofre ‘desarrazoada perseguição’, diz defesaSegundo os advogados que representam os bolsonaristas, o grupo sofre represália por ter se revoltado contra o “autoritarismo” na sigla. “Os representados sofrem indubitável e desarrazoada perseguição desde que se insurgiram contra o autoritarismo, e em favor da democracia e transparência intrapartidária”, alegou a defesa. Eis a íntegra da manifestação.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou hoje a saída dele do PSL e confirmou a ida ao partido Aliança pelo Brasil, ainda a ser criado, segundo parlamentares do PSL após reunião no A reunião serviu para oficializar a decisão de sair do PSL aos aliados e discutir os meios da criação da nova sigla.

o presidente Jair bolsonaro anunciou ontem a saída dele do psl e confirmou ainda a ida ao partido aliança pelo Brasil, Ainda a ser criado, segundo o parlamentar do psl após fazerem uma reunião no Palácio do Planalto a reunião serviu para oficializar decisão de sair do psl aos Aliados e discutir os

A equipe da articulação política do Executivo reconhece que a agenda econômica vai exigir novos desafios, mas discorda que a criação do partido possa causar maiores impactos no pacote econômico. É o que avalia o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos. “O presidente não decidiu nada, mas não afeta, até porque aprovamos o PL 3723 (que regulamenta as atividades de caçadores, atiradores e colecionadores). Seja o ‘PSL’ do (Luciano) Bivar (presidente nacional do partido) ou o ‘PSL’ do Eduardo (Bolsonaro), tem uns dois ou três radicais de ambos os lados, mas o resto pensa igual”, pondera.

Já Vitor Hugo avalia que a fundação da futura legenda possa ser um fator complicador. “É mais uma variável, mas acho que, no fim, é para o bem (do governo). Essa instabilidade que a gente vive não é saudável também. É melhor ter um partido mais coeso, ainda que menor, e ele ser o partido do governo, efetivamente, do que a gente ter um partido grande, mas desagregado”, analisa. O líder do governo avalia, contudo, que, mesmo deputados que não são “tão ligados” ao Executivo “vão se negar a si próprios”, em referência à pauta econômica governista.

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Bolsonaro assina carta de desfiliação do PSL .
Bolsonaro assina carta de desfiliação do PSLA advogada do presidente Karina Kufa afirmou que não há nenhum obstáculo para que o presidente possa ocupar também a presidência do partido. Nesta segunda, questionado se assumiria o cargo, Bolsonaro respondeu: “Acho que sim”. Admar Gonzaga, advogado que integra a equipe de consultores que atua no processo da saída do presidente do PSL, afirmou que essa é a hipótese viável e “aconselhada.

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