Política Folha mostra mensagens e afirma que Hans River mentiu à CPMI das fake news

07:30  12 fevereiro  2020
07:30  12 fevereiro  2020 Fonte:   poder360.com.br

Jornalista da ‘Folha’ é insultada durante CPMI das Fake News

  Jornalista da ‘Folha’ é insultada durante CPMI das Fake News Jornalista da ‘Folha’ é insultada durante CPMI das Fake NewsAo comentar as acusações, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) disse não duvidar que a repórter “possa ter se insinuado sexualmente, como disse o senhor Hans, em troca de informações para tentar prejudicar a campanha do presidente Jair Bolsonaro”. Após sua participação na CPMI, o filho do presidente ainda postou suas afirmações no Twitter.

Senadores petistas afirmaram que o depoimento contraria a entrevista de River à repórter Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo. Na CPI das Fake News , deputado Alexandre Frota acusa governo de espalhar notícias falsas - Продолжительность: 3:05 TV Senado 68 174 просмотра.

Hans River , ex-funcionário da Yacows, mentiu em vários momentos na CPMI das Fake News e afirmou, inclusive, que trabalhou em uma campanha de uma pessoa que , simplesmente, não se candidatou! A postura durante o depoimento foi totalmente contraditória.#Equipe

Hans River durante audiência na CPMI das fake news © Jane de Araújo/Agência Senado Hans River durante audiência na CPMI das fake news

O jornal Folha de S.Paulo publicou reportagem na noite desta 3ª feira (11.fev.2020) para rebater declarações de Hans River do Rio Nascimento, ex-funcionário da empresa de marketing digital Yacows. O jornal divulgou conversas em texto e áudio que contestam versões apresentadas por ele.

Hans River prestou depoimento nesta tarde à CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) das fake news. Ele foi ouvido na condição de testemunha, convocado pelo deputado Rui Falcão (PT-SP). O objetivo da audiência era esclarecer esquema de disparo em massa de mensagens via WhatsApp nas eleições de 2018.

Mulheres jornalistas assinam manifesto em apoio a repórter da 'Folha' insultada no Congresso

  Mulheres jornalistas assinam manifesto em apoio a repórter da 'Folha' insultada no Congresso Mulheres jornalistas assinam manifesto em apoio a repórter da 'Folha' insultada no CongressoNo manifesto, as mulheres afirmam que as acusações do depoente à repórter foram feitas “sem apresentar qualquer prova ou mesmo providência”, e reforçam o nome de Patrícia como uma das jornalistas “mais sérias e premiadas do Brasil”.

247 - O jornal Folha de S. Paulo publicou imagens e outros documentos que desmentem Hans River do Rio Nascimento, testemunha arrolada na CPMI das Fake News e que prestou A matéria destaca que " a Folha falou diversas vezes na ocasião com Hans , que também era autor da ação trabalhista.

Em depoimento prestado nesta terça-feira (11) à CPMI das Fake News no Senado, um ex-funcionário de uma agência de disparos de mensagens em massa por WhatsApp mentiu e insultou a repórter da Folha Patrícia Campos Mello. Hans River do Rio Nascimento trabalhou para a Yacows, empresa

Reportagem publicada em dezembro daquele ano pela Folha mostra que a Yacows se valeu de CPFs de pessoas idosas para cadastrar os chips de celular que faziam o mecanismo de envio de mensagens por aplicativos funcionar. Uma das campanhas beneficiadas pela prática teria sido a de Jair Bolsonaro (então no PSL) à Presidência.

Hans River foi uma das fontes ouvidas pela jornalista Patrícia Campos Mello, que assina a reportagem.

No depoimento prestado à CPMI, o ex-funcionário da empresa confirmou que a Yacows usava dados de idosos para realizar seus serviços, mas disse também que a repórter da Folha teria se insinuado sexualmente para obter informações após ele ter se negado a colaborar.

O jornal informou que contatou Hans River a partir de 19 de novembro de 2018 e que as conversas foram gravadas. À época, Hans movia ação trabalhista contra a Yacows e revelou o esquema fraudulento usado em campanhas eleitorais.

Relatora da CPI das Fake News pede a Aras investigação sobre Hans River por falso testemunho

  Relatora da CPI das Fake News pede a Aras investigação sobre Hans River por falso testemunho Relatora da CPI das Fake News pede a Aras investigação sobre Hans River por falso testemunhoRiver foi ouvido na terça-feira, 11, pela comissão e insultou a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo. Nascimento disse que a jornalista “queria sair” com ele em troca de informações para uma reportagem.

Hans River do Rio Nascimento trabalhou para a Yacows, empresa especializada em marketing digital, prestou depoimento à CPMI das “ fake news ” nesta terça-feira (11) no Congresso. Segundo a Folha de São Paulo, Hans mentiu sobre as mensagens em massa, além de insultar a repórter Patrícia

Em seu depoimento à CPMI das Fake News , Rio acaba de Rui Falcão parece ter dado um tiro no pé do PT ao convocar Hans River do Rio, ex-funcionário da Yacows. Em seu depoimento à CPMI das Fake News , Rio acaba de revelar que fez disparos em massa para as campanhas de Fernando

A Folha diz que o ex-funcionário respondeu a perguntas feitas pela reportagem, mas, dias mais tarde (em 25 de novembro), disse ter mudado de ideia. “Pensei melhor, estou pedindo pra você retirar tudo que falei até agora, não contem mais comigo“, escreveu Hans River em mensagem de texto à reportagem do jornal.

  Folha mostra mensagens e afirma que Hans River mentiu à CPMI das fake news © Reprodução/Folha de S.Paulo

Aos integrantes da CPMI, no entanto, o ex-funcionário contou outra versão. “Ela [repórter] queria sair comigo e eu não dei interesse para ela. Ela parou na porta da minha casa e se insinuou para entrar, com o propósito de pegar a matéria”, afirmou.

Quando ela escutou a negativa, o distrato que eu dei e deixei claro que não fazia parte do meu interesse… a pessoa querer 1 determinado tipo de matéria a troco de sexo, que não era a minha intenção, que a minha intenção era ser ouvido a respeito do meu livro, entendeu?“, continuou.

A Folha rechaçou a versão contada pelo depoente. Divulgou conversa que mostra Hans convidando a repórter para 1 show e depois cobrando uma resposta da mesma, que em momento algum teria se insinuado sexualmente.

Bolsonaro ofende jornalista ao citar depoimento em CPI

  Bolsonaro ofende jornalista ao citar depoimento em CPI Bolsonaro ofende jornalista ao citar depoimento em CPIEle fez a declaração ao comentar o depoimento de um ex-funcionário da Yacows, uma agência de disparos de mensagens em massa por WhatsApp, na CPI das Fake News no Congresso. Na semana passada, Hans River ofendeu a jornalista ao dizer que ela havia se insinuado para ele em troca de uma reportagem sobre o uso de disparos de mensagens na campanha eleitoral. Suas declarações na comissão foram contestadas em mensagens de texto e em áudios divulgados pela Folha. Apesar disso, Bolsonaro endossou a versão.

Трансляция началась 2 часа назад. Hans River do Rio Nascimento é ex-funcionário da empresa Yacows, a qual, segundo inúmeras denúncias publicadas na imprensa, está envolvida no uso fraudulento de disparo de mensagens em massa por aplicativos de mensagens . De acordo com as

Testemunha da CPMI das Fake News que foi desmentido pela Folha é acusado de ameaça de morte pela mãe de sua flha. Em seu depoimento Hans River afirmou que a jornalista da Folha Patrícia Campos Mello teria se insinuado sexualmente em troca de informações para uma matéria sobre o

  Folha mostra mensagens e afirma que Hans River mentiu à CPMI das fake news © Reprodução/Folha de S.Paulo

O jornal mostra ainda, a partir das mensagens divulgadas, que Hans também mentiu ao dizer que não encaminhou documentos ao jornal, mas apenas os anexou aos autos da ação trabalhista que movia contra a Yacows.

  Folha mostra mensagens e afirma que Hans River mentiu à CPMI das fake news © Reprodução/Folha de S.Paulo   Folha mostra mensagens e afirma que Hans River mentiu à CPMI das fake news © Reprodução/Folha de S.Paulo

Hans River poderá responder criminalmente caso se confirme que ele mentiu, podendo seu depoimento ser enquadrado na prática de falso testemunho, cuja pena é de 2 a 4 anos de prisão (artigo 342 do Código Penal).

Eduardo Bolsonaro

As declarações de Hans foram exploradas no Twitter pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro.

A Folha divulgou nota oficial criticando tanto o depoimento da testemunha quanto as publicações do deputado:

A Folha repudia as mentiras e os insultos direcionados à jornalista Patrícia Campos Mello na chamada CPMI das Fake News. O jornal está publicando documentos que mais uma vez comprovam a correção das reportagens sobre o uso ilegal de disparos de redes sociais na campanha de 2018. Causam estupefação, ainda, o Congresso Nacional servir de palco ao baixo nível e as insinuações ultrajantes do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP)“.

A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) também divulgou nota para repudiar o assédio à jornalista incitado pelo filho do presidente. “É assustador que 1 agente público use seu canal de comunicação para atacar jornalistas cujas reportagens trazem informações que o desagradam, sobretudo apelando ao machismo e à misoginia. Além disso, esta é mais uma ocasião em que integrantes da família Bolsonaro, em lugar de oferecer explicações à sociedade, tentam desacreditar o trabalho da imprensa“, disse a diretoria da associação.

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Advogado de Hans River compôs chapa aliada a Bolsonaro nas eleições de 2018 .
Advogado de Hans River compôs chapa aliada a Bolsonaro nas eleições de 2018 .Glikson foi candidato a vice-governador de São Paulo pelo PRTB na coligação “São Paulo acima de tudo, Deus acima de todos” composta pelo PRTB e pelo PSL, partido ao qual Bolsonaro era filiado na época. O candidato a governador dessa chapa foi Rodrigo Tavares, também do PRTB. O PRTB é o partido do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão.As informações foram divulgadas na manhã desta 6ª feira (21.fev.2020) pelo portal Uol.

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