Política Damares exonera aliado de Osmar Terra responsável por contrato suspeito da Cidadania

16:30  14 fevereiro  2020
16:30  14 fevereiro  2020 Fonte:   estadao.com.br

Damares pode ser vice de Bolsonaro na disputa pela reeleição em 2022

  Damares pode ser vice de Bolsonaro na disputa pela reeleição em 2022 Damares pode ser vice de Bolsonaro na disputa pela reeleição em 2022Segundo fontes ouvidas pelo jornal Valor, o tema já foi abordado ao menos superficialmente entre Bolsonaro e Damares.

Como mostrou o Estado, apesar de alertas sobre possíveis fraudes cometidas pela empresa, ela voltou a ser contratada no atual governo, de Jair Bolsonaro, desta vez pelo Ministério da Cidadania . Segundo documentos obtidos pela reportagem, a Business to Technology (B2T) atestou à pasta sua

Bolsonaro cobra explicações de Terra sobre contrato com empresa alvo da PF. O presidente da República, Jair Bolsonaro, cobrou explicações hoje do ministro da Cidadania , Osmar Terra , sobre

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. © Marcelo Camargo/Agência Brasil A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves.

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, exonerou Paulo Roberto de Mendonça e Paula, responsável por assinar um contrato de R$ 7 milhões com uma empresa de tecnologia suspeita de ser usada como laranja para desviar dinheiro dos cofres públicos. Mendonça é aliado do deputado federal Osmar Terra (MDB-PR), demitido nesta quinta, 13, do Ministério da Cidadania. Segundo publicação no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 14, a saída de Mendonça do cargo de subsecretário de Planejamento, Orçamento e Administração foi a pedido dele.

Fraude no Ministério da Cidadania pode derrubar Osmar Terra

  Fraude no Ministério da Cidadania pode derrubar Osmar Terra Fraude no Ministério da Cidadania pode derrubar Osmar TerraEmbora Osmar Terra seja considerado 1 aliado de Jair Bolsonaro, tem sido comum nos últimos meses ouvir no Palácio do Planalto que o ministro não apresenta 1 desempenho satisfatório. Viaja muito, fala em eventos internacionais, mas entrega poucos resultados para o governo numa área vital, que é a social.

O Ministério da Cidadania ignorou alertas e aceitou um certificado de serviço que nunca foi prestado, segundo a Polícia Federal (PF), para firmar contrato O Estado revelou no sábado (8) que a empresa contratada pela pasta do ministro Osmar Terra é suspeita de ter sido usada como fachada para

O ministro da Cidadania , Osmar Terra Imagem: FATIMA MEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO. Bolsonaro pediu apuração sobre as suspeitas de que a B2T foi usada como empresa de fachada para desviar R$ 50 milhões dos cofres públicos entre 2016 e 2018, durante a gestão do

O desligamento ocorre um dia depois de o Estado mostrar que, apesar de Terra ter afirmado que demitiu toda a equipe responsável por contratar a Business to Technology (B2T) no Ministério da Cidadania, quatro funcionários continuavam com cargos no governo. A pasta que era comandada por Terra fez a contratação mesmo após alertas feitos por duas empresas concorrentes e por órgãos de controle sobre suspeitas de irregularidades envolvento a B2T.

Na semana passada, a empresa foi alvo da Operação Gaveteiro, da Polícia Federal, que investiga o desvio de R$ 50 milhões do extinto Ministério do Trabalho entre 2016 e 2018, na gestão de Michel Temer.

O contrato com o ministério, hoje comandado por Onyx Lorenzoni, foi assinado em 19 de julho de 2019, no valor total de R$ 6,9 milhões. Na época, Mendonça era subsecretário de Assuntos Administrativos da pasta. No dia 25 de setembro de 2019, o ministro assinou uma portaria que o promoveu para diretor de programa e, dois meses depois, o exonerou da sua pasta.

Osmar Terra diz que afastou funcionários e que pasta colabora com a PF

  Osmar Terra diz que afastou funcionários e que pasta colabora com a PF Polícia Federal investiga contratos. Ministro nega dispensa de licitaçãoA PF analisa negócios do Ministério da Cidadania com a Business to Technology (B2T). Essa empresa havia, de 2016 a 2018, sido usada para desviar R$ 50 milhões, de acordo com os investigadores.

Contrato do Metro de Lisboa assinado sábado decorre de adjudicação em janeiro. O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, anunciou esta quinta-feira novas mudanças no Governo, exonerando o ministro da Cidadania , Osmar Terra , e substituindo-o no cargo por Onyx Lorenzoni, anterior ministro

O Ministério da Cidadania , nova “casa” de Lorenzoni, era ocupado por Osmar Terra , que fica agora sem cargo no executivo e que, segundo Na semana passada, Bolsonaro exonerou o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, e nomeou para o cargo o secretário especial de

No dia 1º de novembro, porém, Mendonça ganhou novo cargo no governo, de subsecretário de Planejamento, Orçamento e Administração no ministério de Damares. O salário dele continuou o mesmo: R$ 13 mil. Ele respondia diretamente para a secretaria executiva, segundo cargo mais importante da pasta.

Ao ser procurado na última sexta-feira, por telefone, Mendonça chegou a afirmar ao Estado que não tinha mais qualquer vínculo com o governo. A exoneração, porém, só foi publicada hoje, uma semana depois.

Investigação

O Estado apurou que a PF deve incluir o contrato com a pasta da Cidadania em uma nova fase da Operação Gaveteiro. Na primeira etapa, deflagrada na semana passada, o foco foi o contrato firmado pelo Ministério do Trabalho. Os sócios da B2T estão entre os investigados.

Procurado desde a terça-feira da semana passada, Terra se manifestou pela primeira vez sobre o caso na quarta-feira, somente após ser cobrado pelo presidenteJair Bolsonaro. Em nota, ele afirmou ter afastado todos os responsáveis pela contratação e pedido um pente-fino em todos os contratos da área de tecnologia. Na montagem do governo, Terra foi indicado para a Cidadania pelo ministro Onyx Lorenzoni, então todo-poderoso titular da Casa Civil, que agora o substituirá no cargo. Os dois são gaúchos.

A reportagem tenta contato com a B2T desde a última semana, mas ninguém da empresa foi encontrado para falar a respeito das suspeitas da PF e do contrato com a pasta. No endereço em Brasília informado pela firma, ela não funciona.

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