Política Sócio diz que Yacows fez disparos para campanhas de Haddad e Bolsonaro

02:25  20 fevereiro  2020
02:25  20 fevereiro  2020 Fonte:   poder360.com.br

Jornalista da ‘Folha’ é insultada durante CPMI das Fake News

  Jornalista da ‘Folha’ é insultada durante CPMI das Fake News Jornalista da ‘Folha’ é insultada durante CPMI das Fake NewsAo comentar as acusações, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) disse não duvidar que a repórter “possa ter se insinuado sexualmente, como disse o senhor Hans, em troca de informações para tentar prejudicar a campanha do presidente Jair Bolsonaro”. Após sua participação na CPMI, o filho do presidente ainda postou suas afirmações no Twitter.

Na CPI das Fake News, o dono da Yacows , Lindolfo Antônio Alves Neto, disse que a AM4, empresa de publicidade que fez a campanha de Jair Bolsonaro , utilizou a plataforma da empresa para fazer disparos de propaganda eleitoral pelo WhatsApp.

Campanha de Bolsonaro comprou disparos da Quick Mobile, diz ex-funcionária. Além dos dados do sistema utilizado pela Yacows , a reportagem do A nota fiscal do serviço também está em anexo e o disparo ( para base própria) está dentro do que prevê a legislação. Reiteramos que a AM4 não faz

O presidente da CPMI das fake news, Angelo Coronel (sentado), cumprimenta o empresário Lindolfo Antônio Alves Neto © Roque de Sá/Agência Senado O presidente da CPMI das fake news, Angelo Coronel (sentado), cumprimenta o empresário Lindolfo Antônio Alves Neto

O empresário Lindolfo Antônio Alves Neto, sócio-proprietário da Yacows, negou práticas ilícitas no envio de mensagens nas eleições de 2018. Segundo o requerimento do deputado Rui Falcão (PT-SP), a empresa é suspeita de utilizar dados fraudulentos, como nomes e CPFs sem autorização, para registro em aplicativos de mensagens e possibilitar o disparo em massa de informações falsas.

Lindolfo Alves Neto foi ouvido na CPMI das fake news na tarde desta 4ª feira (19.fev.2020). Disse que “não existe nenhum tipo de cadastro para receber as mensagens que enviamos“.

Folha mostra mensagens e afirma que Hans River mentiu à CPMI das fake news

  Folha mostra mensagens e afirma que Hans River mentiu à CPMI das fake news Folha mostra mensagens e afirma que Hans River mentiu à CPMI das fake newsHans River prestou depoimento nesta tarde à CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) das fake news. Ele foi ouvido na condição de testemunha, convocado pelo deputado Rui Falcão (PT-SP). O objetivo da audiência era esclarecer esquema de disparo em massa de mensagens via WhatsApp nas eleições de 2018.

Hans River do Rio Nascimento, ex-funcionário da empresa de marketing digital Yacows , afirmou nesta 3ª feira (11.fev.2020) que fez disparos em massa para as campanhas de Fernando Haddad (PT) e Henrique Meirelles (MDB) em 2018.

Os contratos são para disparos de centenas de milhões de mensagens. Procurado, o sócio da QuickMobile, Peterson Rosa, afirma que a empresa não está atuando na política neste ano e que Uma das ferramentas usadas pela campanha de Bolsonaro é a geração de números estrangeiros

Ele confirmou que, durante a campanha das eleições presidenciais de 2018, a Yacows foi contratada para prestar serviços de disparo de mensagens políticas. Ele citou a campanha do candidato Henrique Meirelles (MDB) e disse que uma agência que prestava serviços para Fernando Haddad (PT) também contratou os serviços da empresa.

Rui Falcão informou que a empresa M. Romano foi a responsável pela comunicação da campanha de Haddad. Essa empresa subcontratou a Um por Todos, que por sua vez subcontratou a Yacows, para 3 disparos de mensagens. Segundo o deputado, tudo ocorreu dentro da lei, com prestação de contas aprovada pela Justiça Eleitoral.

Ao responder ao petista, Lindolfo Neto confirmou que a empresa AM4, que trabalhou para a campanha de Jair Bolsonaro (então no PSL), contratou os serviços da Yacows para o envio de 20.000 disparos. Segundo o sócio da Yacows, porém, foram usadas apenas cerca de 900 mensagens, para cerca de 900 destinatários. Lindolfo Neto acrescentou que a agência AM4 forneceu o cadastro de destinatários e destacou não se lembrar do conteúdo das mensagens.

Mulheres jornalistas assinam manifesto em apoio a repórter da 'Folha' insultada no Congresso

  Mulheres jornalistas assinam manifesto em apoio a repórter da 'Folha' insultada no Congresso Mulheres jornalistas assinam manifesto em apoio a repórter da 'Folha' insultada no CongressoNo manifesto, as mulheres afirmam que as acusações do depoente à repórter foram feitas “sem apresentar qualquer prova ou mesmo providência”, e reforçam o nome de Patrícia como uma das jornalistas “mais sérias e premiadas do Brasil”.

Ex-funcionário da Yacows entrega campanhas de Haddad e Meirelles - Продолжительность: 4:04 O Antagonista 69 330 просмотров. DEPOENTE ENTREGA TUDO E REVELA COMO PT FAZIA ENVIO DE MENSAGENS VIA WHATSAPP EM MASSA - Продолжительность: 21:43 Política Bra

A CPMI das Fake News ouviu ontem a Hans River, que trabalhava na empresa Yacows , que fazia disparos em massa no Whatsapp durante a campanha eleitoral de 2018. Disse ainda que não houve qualquer envio de mensagens em favor do Presidente Jair Bolsonaro e, por diversas vezes

Rui Falcão citou reportagem da Folha de S.Paulo que apontava que empresários bancaram campanha contra o PT, inclusive com o envio de mensagens com uso de informações falsas. Outra reportagem mostrou que foram apagados os dados do envio em massa, após a primeira publicação. Lindolfo Neto disse desconhecer a razão de os dados terem sido apagados.

Segundo Rui Falcão, a AM4 já negou na imprensa que tenha deletado o conteúdo das mensagens. Mais uma vez, Lindolfo Neto disse desconhecer quem apagou ou o que foi apagado. Ele negou que tenha feito serviços “por fora” para a AM4 e disse que pode entregar as documentações dos serviços e dos clientes relacionados à eleição de 2018, até mesmo com nomes de políticos.

A deputada Natália Bonavides (PT-RN) apresentou uma imagem de uma tela que seria de 1 computador de dentro da Yacows. Essa imagem mostra um texto que, segundo a deputada, é o mesmo de uma fake news contra o candidato Fernando Haddad, disseminada durante as eleições de 2018. Novamente, Lindolfo Neto disse desconhecer a imagem e voltou a negar o uso de envio de mensagens com informações falsas.

Relatora da CPI das Fake News pede a Aras investigação sobre Hans River por falso testemunho

  Relatora da CPI das Fake News pede a Aras investigação sobre Hans River por falso testemunho Relatora da CPI das Fake News pede a Aras investigação sobre Hans River por falso testemunhoRiver foi ouvido na terça-feira, 11, pela comissão e insultou a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo. Nascimento disse que a jornalista “queria sair” com ele em troca de informações para uma reportagem.

“No caso do Haddad , podia mandar [ disparos ] para todo o território nacional, mas não podia usar números telefônicos internacionais.” A Yacows , conforme a publicação, teria sido subcontratada pela produtora AM4, que prestou serviço para a chapa de Bolsonaro .

O presidente Jair Bolsonaro não concedeu entrevistas, na manhã desta quarta-feira (19/2), ao sair do Palácio do Planalto. No entanto, criticou a imprensa junto aos apoiadores que o “No depoimento do Hans River no final de 2018 para o Ministério Público, ele diz do assédio da jornalista em cima dele.

Questionado pelo deputado Carlos Jordy (PSL-RJ), Lindolfo Neto também negou que empresas tenham pago por serviços ilegais contra o PT na época das eleições.

Hans River

O presidente da comissão, senador Angelo Coronel (PSD-BA), apresentou áudios e imagens entregues por Hans River, 1 ex-funcionário da Yacows, que depôs na semana passada na comissão. Segundo Hans River, a empresa usou de forma fraudulenta os CPFs de várias pessoas para viabilizar o envio de mensagens. Hans River ainda disse que o conteúdo da propaganda eleitoral era passado pelos sócios aos supervisores.

Lindolfo negou o uso irregular de CPFs e disse que desconhece esse tipo de procedimento em sua empresa. Segundo Lindolfo, o contratante do serviço faz 1 cadastro com o conteúdo e com o público que ele quer alcançar. Ele também disse que não distribuía conteúdo político para os funcionários, já que a empresa tem colaboradores e plataformas que trabalham com essa rotina. O empresário também afirmou desconhecer o uso de um cadastro de cerca de 10.000 dados de idosos, conforme dito por Hans River.

Bolsonaro ofende jornalista ao citar depoimento em CPI

  Bolsonaro ofende jornalista ao citar depoimento em CPI Bolsonaro ofende jornalista ao citar depoimento em CPIEle fez a declaração ao comentar o depoimento de um ex-funcionário da Yacows, uma agência de disparos de mensagens em massa por WhatsApp, na CPI das Fake News no Congresso. Na semana passada, Hans River ofendeu a jornalista ao dizer que ela havia se insinuado para ele em troca de uma reportagem sobre o uso de disparos de mensagens na campanha eleitoral. Suas declarações na comissão foram contestadas em mensagens de texto e em áudios divulgados pela Folha. Apesar disso, Bolsonaro endossou a versão.

Segundo Lindolfo Neto, Hans River trabalhou por 38 dias na empresa e foi demitido por falhas operacionais. O segredo de Justiça sobre o processo trabalhista movido pelo ex-funcionário foi pedido como forma de preservar a empresa, diante de demandas da imprensa. Ele admitiu que a Yacows compra vários chips usados por uma questão econômica. Lindofo Neto ainda negou que a Yacows tivesse mais de 500 funcionários no período das eleições, da forma como foi dito por Hans River.

Relatora da comissão, a deputada Lídice da Mata (PSB-BA) lembrou que a empresa não está sendo investigada pela natureza do negócio, já que o disparo coletivo é permitido, desde que dentro da legalidade. A deputada disse não entender como é possível fazer os disparos de mensagem sem uso de CPF, conforme dito pelo sócio da Yacows. Ela ainda pediu maior fiscalização do poder público sobre as empresas que trabalham com disparo de mensagens.

Está claro que esse modelo de negócio precisa de uma fiscalização mais apurada por parte das autoridades do país“, declarou Lídice.

Na mesma linha, a deputada Luizianne Lins (PT-CE) lembrou que representantes das empresas de telefonia confirmaram na CPI que só é possível o envio de mensagens a partir de 1 cadastro de CPF.

Controvérsia

O início do depoimento foi marcado por uma controvérsia. O advogado José Caubi Diniz Júnior, representante do sócio da Yacows, explicou que, na condição de investigado, Lindolfo Alves Neto não pretendia produzir penas contra si. Diniz Júnior insistiu para que o convidado não prestasse o compromisso de dizer a verdade.

Bolsonaro diz que imprensa poderia ser um partido: ''Ia ficar à esquerda''

  Bolsonaro diz que imprensa poderia ser um partido: ''Ia ficar à esquerda'' Bolsonaro diz que imprensa poderia ser um partido: ''Ia ficar à esquerda''Ele disse ainda ''sonhar com uma imprensa independente''. “Tem alguns veículos bons, para não generalizar”, concluiu. A fala ocorre um dia após o chefe do Executivo ter ofendido a jornalista da Folha de S. Paulo Patrícia Campos Mello, com uma insinuação sexual ao comentar o depoimento na CPI das Fake News no Congresso, feito por Hans River, ex-funcionário da Yacows, uma agência de disparos de mensagens em massa por WhatsApp.

Isso não quer dizer que ele não vá responder às perguntas. Ele pretende responder a todas as perguntas que forem feitas“, disse o advogado.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) destacou o direito ao silêncio e pediu ao presidente Angelo Coronel para abrir mão do compromisso por parte do depoente. Depois de debate, Coronel concordou com a sugestão. Ao responder ao senador Jean Paul Prates (PT-RN), Lindolfo Neto voltou negar o uso de CPFs de terceiros. Por orientação do advogado, porém, ele se negou a informar o nome de empresas que contratam a Yacows e não autorizou a quebra de seus sigilos bancário e telemático. A decisão foi criticada pelo senador Angelo Coronel.

Não fiquei satisfeito com nada do que ele falou aqui hoje. Espero que, até o fim dos trabalhos, cheguemos à verdade“, disse Coronel.

Em virtude do horário, Coronel anunciou o adiamento do depoimento de outra sócia da empresa Yacows, Flávia Alves. O senador disse que uma nova data para o depoimento será agendada e convocou uma nova reunião para o dia 3 de março, às 14h, quando serão ouvidos os sócios da empresa AM4.

Com informações da Agência Senado

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Advogado de Hans River compôs chapa aliada a Bolsonaro nas eleições de 2018 .
Advogado de Hans River compôs chapa aliada a Bolsonaro nas eleições de 2018 .Glikson foi candidato a vice-governador de São Paulo pelo PRTB na coligação “São Paulo acima de tudo, Deus acima de todos” composta pelo PRTB e pelo PSL, partido ao qual Bolsonaro era filiado na época. O candidato a governador dessa chapa foi Rodrigo Tavares, também do PRTB. O PRTB é o partido do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão.As informações foram divulgadas na manhã desta 6ª feira (21.fev.2020) pelo portal Uol.

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